maio 18, 2011

como num filme

Minha vida, muitas vezes poderia se resumir em um filme.
Dependendo do dia, o gênero vai mudando, as falas vão se multiplicando e a dose de drama, comédia, suspense e terror variando em cada situação. Considerando o fato de que todo o filme - ou quase todo - precisa de um começo explicativo, um momento de suspense, um momento de drama e um final feliz, estou vivendo a passagem entre o meio dele, pelo menos nas situações as quais meu cotidiano se encaixa. Pensando em todas as coisas que meu pensamento compreende neste momento, posso até dividir esse meu 'filme' em pequenos 'curta-metragem', onde no fim, todos irão se juntar e, espero eu, virar em um final feliz.
A preparação para o vestibular, a tensão do ingresso em uma faculdade e as milhões de provas que eu preciso realizar até o tão sonhado fim de curso, podem perfeitamente ser um quase longa metragem, onde eu me situo, neste momento, da fase explicativa para os momentos de suspense. Estar no 2º ano do Ensino Médio com o peso de quase toda a população mundial pulando em meus ombros e gritando: 'Você tem que passar no primeiro vestibular" ou "Vá bem nas suas notas que isso vai garantir seu futuro", definitivamente cansa e não é nem um pouco fácil. Pensar que depois do fim do ano que vem não entrarei mais no Colégio Franciscano Santíssima Trindade como aluna, mas sim como veterana me apavora, e me apavora mais ainda a ideia de largar tudo isso, a facilidade e comodidade que, por mais que não pareça, tudo que envolve a escola me proporciona.
Outro curta-metragem que eu posso criar em minha vida são todas os momentos, bons e ruins que minhas relações me proporcionam, estas que, ultimamente, tem durado pouco tempo e me deixado no fim de cada uma com a cara lá no chão e me sentindo pisoteada, porém, quando levando, dou é risada de tudo o que aconteceu. Pensar em todas as coisas que já vivi relacionadas a esse tema só me mostram a visível facilidade com que me apego as pessoas, e como 'moral da história', alertam cada vez mais que não posso acreditar no que não vale a pena.
As risadas e todas as vezes que me senti feliz, certamente preencheriam horas e horas de um filme que gostaria de ver todas as vezes que pensar que as coisas não podem voltar a ser como eram, até porque, esses momentos bons valeram a pena, todas as idiotices, todos os sorrisos e todas as alegres falas se arquivaram em minha mente com acesso livre, e um título bem grande de 'COMÉDIA'.

Sei que ainda terei muitos momentos que deixarão cada vez mais extenso e proveitoso esse meu filme, mas antes de pensar nisso, tenho que me despreocupar em programar cada momento, parar de imaginar a ordem correta das cenas, porque é o inimaginável que torna meus momentos felizes, que me surpreende e que fará da minha produção algo prazeroso de assistir. Espero que você tenha vontade de fazer parte de meu elenco, e se já fez, obrigada por ser alguém marcante nas minhas memórias!
E bom... eu, em minha posição de clichê assumida, quero ter o meu 'happy ending' :)